Subi ao alto do monte,
Onde cheguei transpirado.
Descansei um bom bocado,
Bebi água numa fonte.
Do ponto mais elevado
Alarga-se o horizonte:
Em baixo, mesmo defronte,
Olho e fico extasiado!
Correm prateados rios
Lembrando ofídeos esguios
Serpenteando indolentes...
E oiço os pardais palrar,
Andorinhas a trinfar
E mil grilos estridentes...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Não vou perder...
Vou escrever-te um poema,
Um canto só para ti...
Não digas que o escrevi,
Faz do sigilo teu emblema.
Gostava de estar aí,
Em alegria suprema!
Com tristeza, qual diadema,
Não posso sair daqui...
Penso em teus olhos tão belos,
No negro desses cabelos,
No encantador sorriso.
E Cupido, em lava ardente,
Impele-me para a frente...
Não vou perder o juízo!
Um canto só para ti...
Não digas que o escrevi,
Faz do sigilo teu emblema.
Gostava de estar aí,
Em alegria suprema!
Com tristeza, qual diadema,
Não posso sair daqui...
Penso em teus olhos tão belos,
No negro desses cabelos,
No encantador sorriso.
E Cupido, em lava ardente,
Impele-me para a frente...
Não vou perder o juízo!
Opiniões
Falam pelos cotovelos
Com risinhos amarelos,
Elas, sobre o desempenho:
- Valorizo o comprimento;
- Eu, com pouco me contento;
- Para mim, serve a que tenho.
Três opiniões distintas
Nestas frases tão sucintas
Que a sofreguidão consagra!
Um ponto em comum, porém:
Cada qual tem a que tem,
Grande ou não, grossa ou magra...
E estas moças tão boas
São autênticas leoas,
Insaciáveis sem nexo!
Com esposo ou sem esposo,
O que elas querem é gozo,
Sempre, sempre, sempre... sexo!
Com risinhos amarelos,
Elas, sobre o desempenho:
- Valorizo o comprimento;
- Eu, com pouco me contento;
- Para mim, serve a que tenho.
Três opiniões distintas
Nestas frases tão sucintas
Que a sofreguidão consagra!
Um ponto em comum, porém:
Cada qual tem a que tem,
Grande ou não, grossa ou magra...
E estas moças tão boas
São autênticas leoas,
Insaciáveis sem nexo!
Com esposo ou sem esposo,
O que elas querem é gozo,
Sempre, sempre, sempre... sexo!
Passarada
Oiço lá fora um melro assobiar
A melodia ímpar dele, autor,
Em fantástica afinação, vulgar
Nos cantos invulgares do cantor!
Ao longe um rouxinol então responde
Em requebros magníficos, de encanto;
Mas não se sabe o galho em que se esconde,
Para, cantando, estar vertendo pranto.
Salta o pisco. Espontânea defesa,
Lá do alto, lá onde não se vè,
Cantando e assobiando com fineza
Não se entendendo bem, também, o quê!
Vem então o pardal irreverente,
Como palhaço após os trapezistas!
Acabou-se o concerto abruptamente
E deu-se a retirada dos artistas...
A melodia ímpar dele, autor,
Em fantástica afinação, vulgar
Nos cantos invulgares do cantor!
Ao longe um rouxinol então responde
Em requebros magníficos, de encanto;
Mas não se sabe o galho em que se esconde,
Para, cantando, estar vertendo pranto.
Salta o pisco. Espontânea defesa,
Lá do alto, lá onde não se vè,
Cantando e assobiando com fineza
Não se entendendo bem, também, o quê!
Vem então o pardal irreverente,
Como palhaço após os trapezistas!
Acabou-se o concerto abruptamente
E deu-se a retirada dos artistas...
Uma Estrela
Maria, que desespero
Eu sinto quando desejo
Abraçar-te e dar-te um beijo,
Mais ainda, sou sincero...
Solto-me e feliz vicejo
E aqui mesmo te assevero,
Não domino nem tempero
Este sonho em que voejo.
Uma estrela no céu brilha
E, vendo essa maravilha,
Comparo-a com teu rosto!
Esse brilho timoneiro
Indicando-me o carreiro,
O caminho que mais gosto...
Eu sinto quando desejo
Abraçar-te e dar-te um beijo,
Mais ainda, sou sincero...
Solto-me e feliz vicejo
E aqui mesmo te assevero,
Não domino nem tempero
Este sonho em que voejo.
Uma estrela no céu brilha
E, vendo essa maravilha,
Comparo-a com teu rosto!
Esse brilho timoneiro
Indicando-me o carreiro,
O caminho que mais gosto...
Serenata
Acorda e vem à janela
Que a Lua com seu palor
Desmaia na face bela
De quem canto com amor.
Ouve a minha serenata
Que com esta voz te canto...
Ah! Se a saudade não mata,
Não morrendo sofro tanto!
E anseio em teus braços
Desfrutar minha paixão,
Que os lentos, cansados passos,
Vão em tua direcção.
Acorda, sim. Vem serena
Nesta calma madrugada!
A voz canta, a mão acena
Com a alma angustiada.
Vem, espero a sentença,
O teu decisivo gesto:
Estou com pena suspensa,
A decisão não protesto!
Não protesto, mas reclamo
E gritarei para a Lua
Que te adoro, que te amo
E ajoelho-me na rua!
Que a Lua com seu palor
Desmaia na face bela
De quem canto com amor.
Ouve a minha serenata
Que com esta voz te canto...
Ah! Se a saudade não mata,
Não morrendo sofro tanto!
E anseio em teus braços
Desfrutar minha paixão,
Que os lentos, cansados passos,
Vão em tua direcção.
Acorda, sim. Vem serena
Nesta calma madrugada!
A voz canta, a mão acena
Com a alma angustiada.
Vem, espero a sentença,
O teu decisivo gesto:
Estou com pena suspensa,
A decisão não protesto!
Não protesto, mas reclamo
E gritarei para a Lua
Que te adoro, que te amo
E ajoelho-me na rua!
Sem disfarce
Não sei se o que vou dizer
Será assim que se diz:
- Enquanto não te tiver
Nunca mais serei feliz!
Se o Destino não quiser
Aquilo que eu sempre quis,
Não vale a pena viver
Sem fazer o que não fiz...
Mas, enfim, eu não desisto
E quero que saibas isto,
Entre nós e sem disfarce.
O meu destino é este,
Todo de negro se veste...
... Mas de rosa quer pintar-se.
Será assim que se diz:
- Enquanto não te tiver
Nunca mais serei feliz!
Se o Destino não quiser
Aquilo que eu sempre quis,
Não vale a pena viver
Sem fazer o que não fiz...
Mas, enfim, eu não desisto
E quero que saibas isto,
Entre nós e sem disfarce.
O meu destino é este,
Todo de negro se veste...
... Mas de rosa quer pintar-se.
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